Segurança dentro do condomínio depende da ação diária de todos

Segurança dentro do condomínio depende do cuidado de todos

Uma das primeiras coisas que o morador busca é verificar os itens de segurança dentro do condomínio. Embora nenhum lugar está 100% seguro, os condomínios fechados se tornaram sinônimo de proteção.

Tecnologia é aliada da segurança dentro do condomínio

A inovação tecnológica contribui para a segurança dos condôminos, embora ainda não substituam a postura correta dos moradores. Quando o assunto é a prevenção de ocorrências dessa natureza é necessário ter atenção.

Kit de segurança

O “kit” de segurança, ferramentas que compõe o conjunto básico de equipamentos de proteção residencial, é composto por cerca elétrica, alarme e câmeras de monitoramento. Cada vez mais tecnológicas, as câmeras de monitoramento agora podem ser controladas por uma central externa, a quilômetros de distancia do local em que elas estão instaladas e suas imagens armazenadas na nuvem, o que facilita o acesso caso haja alguma ocorrência.

Cercas elétricas

As cercas elétricas também evoluíram, pois agora já é possível contar com sistemas de fio de aço e choque inteligente, para o caso de incidência de galhos de arvores, por exemplo. No setor de alarmes, esqueça os que apenas monitoravam por sensores de presença. Agora já se pode contar com sistemas infravermelhos para o controle de circulação, e os biométricos para o acesso dos moradores.

60% da segurança dentro de um condomínio depende da postura dos moradores e funcionários

Mas mesmo com tanta inovação, segundo especialistas em segurança patrimonial, 60% da segurança dentro de um condomínio depende da postura dos moradores e funcionários. Apesar de tanta tecnologia, se o condômino não seguir as regras estipuladas pelo condomínio em assembleias, certamente irá expor os demais moradores a riscos. Isso porque muitos condomínios são pequenas cidades, na qual a segurança depende da ação de todos.

Mantenha portões fechados

Portões abertos e falta de treinamento dos funcionários, principalmente os da portaria, são os erros mais frequentes de moradores e síndicos. Outras práticas, ainda que menores, previnem a presença de criminosos dentro do condomínio. Procurar ligar os faróis e se identificar ao porteiro, caso ele peça, são hábitos que podem diminuir a incidência de crimes. Por fim, invista em treinamento aos funcionários e palestra aos moradores, deixando claro que a segurança de todos depende da ação de cada um.

Confira algumas dicas para manter o seu condomínio seguro

1 – Fique de olho nos acessos ao condomínio. Pessoas estranhas aproveitam esse momento para adentrar ao ambiente. Verifique se o portão está completamente travado depois de sua passagem.

2 – Procure fazer o cadastro prévio de funcionários, visitantes e terceiros.

3 – Fique de olho em entregadores de delivery. Para isso, invista em portões tipo gaiola e peça a colaboração dos moradores para receberam suas encomendas na portaria.

4 – Não deixe objetos de valor dentro do carro no estacionamento. Procure manter o alarme ligado.

5 – Respeite as regras estipuladas nas assembleias do condomínio. Lembre-se que a segurança de todos depende da ação de cada um.

Por: Guilherme de Paula Pires

Fonte: Redação Viva o Condomínio

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Nova lei federal muda regras dos condomínios na pandemia

A pandemia da covid-19 provocou mudanças nas regras para os condomínios e a realização de assembleias dos moradores.

Publicada no dia 12 de junho de 2020, a Lei Federal nº 14.010

Trata sobre o Regime Jurídico Emergencial e Transitório das relações jurídicas de Direito Privado (RJET) no período da pandemia e inclui os artigos 12 e 13 relacionados a relações condominiais. As mudanças são bem-vindas e buscam facilitar as decisões dos condomínios, sem colocar em risco a saúde dos moradores.

A pandemia da covid-19 provocou mudanças nas regras para os condomínios e a realização de assembleias dos moradores. Publicada no dia 12 de junho de 2020, a Lei Federal nº 14.010 trata sobre o Regime Jurídico Emergencial e Transitório das relações jurídicas de Direito Privado (RJET) no período da pandemia e inclui os artigos 12 e 13 relacionados a relações condominiais. As mudanças são bem-vindas e buscam facilitar as decisões dos condomínios, sem colocar em risco a saúde dos moradores.

No artigo 12:

A nova lei determina que “a assembleia condominial, inclusive para os fins dos arts. 1.349 e 1.350 do Código Civil, e a respectiva votação poderão ocorrer, em caráter emergencial, até 30 de outubro de 2020, por meios virtuais, caso em que a manifestação de vontade de cada condômino será equiparada, para todos os efeitos jurídicos, à sua assinatura presencial”. O parágrafo único desse artigo afirma que, se não for possível a realização da assembleia, os mandados do síndico vencidos a partir de 20 de março de 2020 serão prorrogados até 30 de outubro deste ano.

Já o artigo 13:

Da mesma lei informa que será obrigatória, sob a pena de destituição do síndico, a prestação de contas regular de seus atos.

A primeira inovação da Lei nº 14.010/2020 se refere, conforme o artigo 12, à possibilidade de serem realizadas assembleias de condomínio virtuais até o dia 30 de outubro de 2020. Dessa forma, o legislador demonstra a sua preocupação de evitar aglomerações de pessoas durante o período da pandemia, sem prejudicar o bom funcionamento do condomínio.

Caberá ao síndico a escolha de um meio virtual para que sejam realizadas as assembleias e a contagem de votos dos condôminos. O síndico, a qualquer tempo, poderá alterar esses procedimentos.

A prorrogação automática do mandato dos síndicos, pelas novas regras, poderá ser feita. Caso os condomínios optem por não realizar as assembleias virtuais, há uma previsão legal expressa de que os mandatos de síndicos que venceriam durante a pandemia permanecerão em vigor até 30 de outubro de 2020.

Com relação ao artigo 13, muito embora o Código Civil já preveja punição para os síndicos que não prestarem contas aos condôminos, a Lei nº 14.010/2020 foi enfática ao prever a possibilidade de destituição imediata do síndico caso não seja efetuada a regular prestação de contas. Provavelmente, o que se pretende é coibir eventuais abusos que possam ser cometidos por síndicos diante da excepcionalidade do período de pandemia.

Vale ainda ressaltar que o artigo 11 do PL 1.179/2020 foi vetado pela Lei nº 14.010/2020. Este artigo tratava sobre as restrições que os síndicos poderiam fazer, a seu critério, para que os condôminos utilizassem as áreas comuns dos Condomínios, tais como academia, salões de festa, churrasqueiras, além da possibilidade de proibir ou restringir a realização de reuniões e festividades, inclusive dentro das áreas privativas dos condôminos.

As razões do veto presidencial são as explicitadas abaixo:

“A propositura legislativa, ao conceder poderes excepcionais para os síndicos suspenderem o uso de áreas comuns e particulares, retira a autonomia e a necessidade das deliberações por assembleia, em conformidade com seus estatutos, limitando a vontade coletiva dos condôminos.”

Apesar do veto, é possível que as regras restritivas de uso das áreas comuns dos Condomínios durante o período da pandemia continuem valendo. Isto porque cabe ao síndico praticar os atos necessários à defesa dos interesses comuns dos seus condôminos, nos termos do artigo 1348, I do Código Civil.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Dificuldades econômicas da pandemia despertam criatividade em condomínio

Moradores de um condomínio em Colombo, na região metropolitana de Curitiba, estão dando aula de como empreender em tempos de pandemia.

Afetados com a crise, condôminos dedicam parte do dia para preparar alimentos que serão vendidos para os próprios vizinhos. A rede de solidariedade chega a quase duas mil pessoas, que aos poucos estão superando os problemas financeiros causado pelo novo coronavírus.

O condomínio do bem é o Vida Bella, localizado na Rua Abel Scuissiato, no bairro Vila Yara. São 45 blocos, o que corresponde a 900 apartamentos. Com uma vizinhança bem participativa e com vontade de ajudar ao outro, o comércio é legalizado e atrai a atenção dos moradores. O processo de venda é simples. Anuncia-se no grupo de mensagens do próprio condomínio e o cliente faz o pedido. A entrega ocorre minutos depois seguindo todas as medidas de proteção contra o covid-19 e com um cardápio recheado que vai de salgados, bolos, pipoca, espetinho, sopas, feijoada, hambúrguer, doces, pães e até a tradicional marmita.

Até aí, nada tão diferente, mas com a crise, alguns moradores descobriram o lado empreendedor e desafiaram a temida cozinha. Nairana de Abreu Santos Mansano, 32 anos, é cerimonialista e seu último trabalho oficial foi no dia 14 de março. Depois disto, a pandemia adiou os casamentos e causou um enorme prejuízo no bolso. A partir daí, a renda familiar ficou a cargo do esposo Wesley, supervisor de uma empresa de acabamentos. Com o objetivo de reforçar o caixa da família e ainda seguir com uma ocupação, surgiu a ideia de vender bolos para a vizinhança. “Confesso que fiquei meio sem rumo, mas foi importante dar aquele passo. Os bolos começaram a sair e deu confiança”, comentou Nairana.

Acidente mudou o rumo

Tudo estava indo bem no negócio, mas aí pintou um acidente de trabalho. No fim de março, quando estava finalizando um bolo de chocolate que seria entregue no condomínio, Nairana colocou a mão em uma cobertura quente.

O resultado provocou uma queimadura de segundo grau e foi parar no Hospital Angelina Caron. Além da dor e do custo alto em remédio, Nai ficou preocupada com o acidente e decidiu mudar o cardápio. Saiu dos bolos para a batata suíça.

Fiquei meio traumatizada com tudo e no condomínio tem outras pessoas que também vendem bolo ou doces. Já a batata, todos gostam e dão um lucro maior. Não é fácil descascar o dia inteiro batata, mas está valendo o esforço. Em média, vendemos de seis a oito batatas suíças e já estamos tendo retorno com a Quero Batata, nome da nossa marca.

Digo até, que é possível no futuro, de fazermos um investimento para fazer algo maior”, explicou a nova empreendedora do condomínio que além das batatas suíças, também personaliza canecas, camisetas e máscaras.

Fui demitida e agora?

Além de reforçar a renda mensal, no condomínio Vida Bella tem casos em que a venda se tornou opção de vida. Danieli Monteiro, 39 anos, trabalhava na área de Comunicação do grupo Boticário. Com a pandemia, acabou perdendo o emprego e não deu margem para a tristeza. Avançou em um projeto que tanto queria receber um dia, mas que nunca chegou na sua casa – a de uma cesta gourmet. Produtos frescos, sem industrialização e com o charme da regionalização como diferencial.

Aí surgiu a Sabores da Dani, que já ultrapassa o muro dos blocos. “Sempre desejei uma cesta gourmet da forma como faço, com o coração. Ela chega quentinha na sua casa. Estou fazendo até macarrão caseiro e a estratégia é utilizar as coisas de Colombo. Um vinho da Colônia, queijos e salames. Tenho clientes lá do Ecoville que gostam no meu trabalho e faço tudo. Compro, monto, organizo e ainda entrego”, completou Danieli que já vendeu mais de 60 cestas em menos de dois meses de correria.

Poder empreendedor

Tornar-se comerciante de um dia para o outro requer alguns cuidados, especialmente no aspecto financeiro. João Luis Moura, é consultor do Sebrae, e neste período de pandemia percebeu o aumento de iniciativas empreendedoras. Esta ação ganhou até o nome de empreendedorismo por necessidade, quando a pessoa perde a principal fonte de renda e não consegue perceber no mercado de trabalho a possibilidade de retorno. “Este movimento vai se acentuar ainda mais, pois passamos por um período difícil da economia.

O brasileiro em geral, é muito criativo e isto é um ponto positivo, mas não existe um preparo com um capital de giro ideal, pois basicamente ela precisa vender para ter uma nova receita. Isto reforça muito o nosso jeito de correr atrás e não se abater muito com a situação”, disse João Moura.

Experiente no assunto, o consultor do Sebrae aconselha aos novos comerciantes que tenham muita paciência e controle da ansiedade. “Antes de dar um passo maior e até fazer um investimento, entenda bem quem é o cliente que você quer atender.

Faça testes com publicações nas redes sociais para perceber qual a saída dos produtos e até de preços. Ás vezes, a gente imagina que o valor é aquele, mas o mercado não paga isto. A correção é necessária e vai fortalecendo aquilo que é o diferencial dela”, salientou o especialista.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Cuidados para não entrar pelo cano

Problemas envolvendo encanamento são um verdadeiro pesadelo. Por isso, a parte hidráulica de um condomínio deve ser foco de preocupação constante do gestor, uma vez que qualquer falha pode comprometer – e muito – o dia a dia de todos os moradores.

As situações mais observadas são entupimentos e problemas gerados pela obsolescência, principalmente nas tubulações de ferro, além de ferrugem e oxidação do cano.

A ferrugem e a oxidação, aliás, podem atacar tanto a parte externa quanto a parte interna das tubulações de aço galvanizado ou ferro fundido, provocando furos ou expandindo as paredes internas da tubulação com material oriundo desta reação química, gerando vazamentos ou prejudicando a qualidade da água. Em casos específicos, quando a tubulação está muito comprometida, a eventual falta de água e retorno liberam ferrugem no interior das estruturas e causam entupimentos no cano, nos registros e também nas bombas.

Alguns cuidados são necessários para manter as tubulações em bom estado. “É importante verificar constantemente se há umidade nos locais onde os canos e tubulações estão instalados. Umidade em grande proporção e por muito tempo pode gerar problemas. Vale verificar também a qualidade da água. Água de poços artesianos deve ter controle constante dos minerais. Alcalinidade e teor de ferro podem atacar as tubulações e, inclusive, diminuir a vida dos metais das unidades autônomas”, afirma José Roberto Graiche Júnior, presidente da AABIC (Associação das Administradoras de Bens Imóveis de São Paulo).

manutenção preventiva é recomendada a cada seis meses, o que pode gerar economia entre 20% e 40% do consumo de água de um condomínio. Mesmo com esse cuidado, porém, é importante lembrar que o encanamento, assim como demais itens de um condomínio, conta com uma vida útil limitada. “Nas edificações antigas, ela gira em torno de 20 a 25 anos. Já nas mais atuais é bem menor e, às vezes, é comprometida até mesmo antes de a garantia de entrega da obra vencer, ou seja, cinco anos”, explica Antonio Sergio Silva dos Anjos, diretor de obras da Hidráulica Oceano.

Passado e presente

Canos mais antigos são feitos de ferro galvanizado – para água limpa – e ferro fundido – para esgoto. Já os mais modernos são de cobre PVC, PCVC e PPR. A substituição é necessária, respeitando justamente a vida útil dos materiais.

“Com o passar do tempo, as redes ficam com muita ferrugem, obstrução e corrosão e chega um momento que elas rompem, podendo gerar alagamentos e diversos prejuízos. Além disso, podem causar malefícios à saúde devido ao estado crítico
da rede”, diz o representante da empresa especializada na área.

“Deu ruim”. E agora?

– Quando o vazamento aparece, o primeiro passo é fechar a servidão de água da tubulação junto ao barrilete do condomínio ou registros secundários, se houver. “Para isso, a equipe de colaboradores tem de estar treinada para esta manobra, bem como as tubulações e registros devem estar catalogados e identificados corretamente”, aponta Graiche Júnior.

No caso de entupimento, o síndico deve sempre contatar uma empresa especializada para analisar o problema e ver a possibilidade de realizar procedimento com máquinas e cabos. “Não sendo possível a realização do desentupimento desta forma, é necessário realizar a troca da rede hidráulica que apresenta problema”, diz Anjos.

Na necessidade de troca, a pergunta que fica é a seguinte: é possível executá-la apenas em uma unidade ou todo condomínio deve se adaptar? “É possível fazer a troca parcial, mas sempre recomendamos o condomínio a trabalhar com uma provisão de caixa para obras. Isso porque, em caso de troca coletiva, o custo-benefício é melhor”, diz Anjos. “O recomendado é que o condomínio faça o reparo completo e troque toda a coluna de tubulação do apartamento, ou seja, o tubo entre as conexões que ligam o cano de uma unidade a outra imediatamente acima. Para isso não é necessária assembleia geral, pois se trata de manutenção emergencial”, completa o presidente da AABIC.

Importante alertar para que nunca se faça reparos tampando furos, fazendo uso das famosas “gambiarras”, pois certamente o prejuízo será ainda maior no futuro.

Na necessidade de troca do encanamento, os custos devem ser direcionados. “O condomínio é responsável pela área de alimentação coletiva (prumadas e colunas), ou seja, as redes que levam água até as unidades. Enquanto isso, o morador é responsável pelo sistema individual (os chamados ramais), que distribui água para os pontos hidráulicos do apartamento”, afirma Anjos.

Informar é o caminho

– Pensando no condomínio como responsabilidade de todos e na prevenção como o melhor a ser feito, compensa o síndico investir em informação para os condôminos, como aconselha Graiche Júnior.

“Para as tubulações de esgoto, vale a pena fazer campanhas de conscientização, solicitando o melhor modo de fazer o descarte de água suja, a manutenção de ralos e a colocação de grades nos tanques e pias para evitar que roupas ou objetos sigam para o esgoto e promovam entupimentos, além da abolição da prática de jogar restos de comida nas pias, assim como a limpeza de ferramentas com cimento e areia.”

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Quem tem medo de elevador? Saiba as mudanças dos usuários com a pandemia

A reportagem flagrou um usuário apertando o botão com o joelho. Sim, o joelho!

A bancária Fernanda Heloany mora no 9º andar de um edifício na zona norte de São Paulo. Sozinha, de máscara, pegou o elevador no térreo e apertou o botão correspondente ao seu destino. No caminho, sentiu o infortúnio de algumas paradas – e, em cada uma delas, ver subir outros moradores. “Fiquei na dúvida se devia descer ou continuar até o fim. Se eu descesse, os meus vizinhos podiam me achar metida ou coisa assim”, disse.

O que Fernanda passou pode ser chamado de “o novo medo de elevador”, um sentimento que vem sendo compartilhado por muitos usuários.

“O medo é justificado. Em tese, é um ambiente de risco em que é necessário todos os cuidados para evitar a covid-19. Principalmente se a gente pensar na transmissão por aerossol (por gotículas que ficam no ar). A lógica é a mesma do transporte público. Por isso, higiene e distanciamento dentro de um elevador são fundamentais”, observa Eliseu Alves Waldman, professor de epidemiologia da Faculdade de Saúde Pública da USP.

É certa que covid-19 impôs novas regras de etiqueta para usuários de elevador. Algumas cenas cotidianas do mundo pré-pandemia parecem impensáveis atualmente. Pode esquecer aquela corridinha para se apertar em um elevador prestes a fechar suas portas. A conversa fiada entre desconhecidos também está suspensa. Até mesmo a profissão (já inusual) de ascensorista pode estar definitivamente condenada.

A reportagem visitou o icônico Edifício Itália, no centro de São Paulo. Antes do coronavírus,circulavam pelos elevadores do prédio cerca de 8.500 pessoas por dia. Hoje, o movimento não ultrapassa o de 1 mil por dia – o que facilita o novo procedimento adotado pelo prédio. Antes de subir no elevador do Terraço Itália, a pessoa tem sua temperatura aferida. Totens de álcool em gel estão espalhados pelo hall. Marcas no chão delimitam a distância entre os usuários dentro e fora dos elevadores. Aliás, antes da pandemia, a ocupação máxima era de até 17 pessoas por cabine. Agora, são permitidas apenas 7 pessoas. E cada uma delas precisa ocupar uma marca no chão.

O comportamento dos usuários também mudou sensivelmente.

Primeiro, na hora de chamar o elevador. A reportagem flagrou um usuário apertando o botão com o joelho. Sim, o joelho! Apertões com o cotovelo e também com o próprio aparelho de celular aparecem de forma mais corriqueiras.

Dentro das cabines, todos usam máscaras, as distâncias são observadas e, mesmo entre conhecidos, as conversas raramente acontecem.

A advogada Márcia Regina Bull conta que, desde o início da pandemia, “só sobe no elevador sozinha” e diz contar com o bom senso alheio para não ser surpreendida por outro passageiro no caminho. O também advogado João Florêncio de Salles Gomes é outro que só faz a viagem se for de forma solitária.

“Não brigo com ninguém. Se alguém entra, eu saio.”

Já o dentista Paulo Puggina resolveu essa questão simplesmente abolindo o uso. “Sou atleta. Moro no quinto andar. Não uso elevadores. Subo e desço pelas escadas.”

Aliás, a empresa CBRE, que administra mais de 100 edifícios comerciais no Brasil, adotou um protocolo unificado de distanciamento e higienização parecido com o do edifício Itália. “O distanciamento entre as pessoas é de 1 metro e meio, além do álcool em gel e toda a limpeza que acontece várias vezes por dia.

Não recomendamos o uso de escadas. Já que elas precisam estar livres para emergências, como, inclusive, é a recomendação dos bombeiros”, disse o gerente regional da empresa, Alípio Neto. O setor hoteleiro, que começa a se preparar para uma retomada, já aprontou os elevadores para receber seus hóspedes. No Sheraton São Paulo WTC Hotel, os elevadores irão comportar quatro usuários por vez – e com demarcações no chão. “Como a ocupação está baixíssima, não temos problemas com filas. Mas estaremos preparados para implementar um distanciamento quando isso acontecer. Além disso, teremos um segurança na área do elevador para garantir que as normas sejam obedecidas e lembrar os usuários da necessidade, por exemplo, do uso de máscaras”, comentou Fernando Guinato,
diretor-geral do Sheraton São Paulo.

No hotel, a gerente de qualidade Loyana Mayer e a gerente de compras Isabella Foschi enumeram seus cuidados no elevador.

“No meu prédio, não subo com mais ninguém, só com família. Uso sempre álcool em gel e uso o cotovelo para apertar os andares”, disse Loyana. “Se alguém segura a porta do elevador pra mim, agradeço, digo obrigado, mas aviso que vou no próximo”, completou Isabella.

Ao menos por enquanto, os elevadores de shopping vêm sendo menos acionados. Inconscientemente, as pessoas parecem preferir usar as escadas rolantes – mesmo aquelas que não são tão cuidadosas em relação ao uso dos corrimões. No Shopping Frei Caneca, são 12 elevadores sociais. Todos eles, com sinalização para evitar lotação e álcool em gel, mas dificilmente é possível encontrar mais de uma pessoa dentro de cada cabine.

“Uso o celular para apertar os botões, uso máscara o tempo inteiro e só subo com a família!”, garante a dentista

Bruna Benessi. “Trabalho na rua e tenho todo o cuidado. Entro em elevador vazio e procuro não falar”, comentou o taxista Sidnei Oliveira.

Nos edifícios residenciais, a principal questão foi limitar o uso conjunto para no máximo duas pessoas: integrantes da mesma família ou que vivem em um mesmo apartamento. “Foi um processo bem aceito e que a gente vem reforçando, como a indicação, por exemplo, para as pessoas não apertarem sem necessidade os botões do elevador”, contou a síndica do Alfa Vita, edifício localizado na região de Alphaville, Taula Armentano.

Para a diretora da associação Condomínio Profissional, Natachy Petrini, é preciso reforçar junto aos moradores os cuidados básicos nos elevadores. “Parece que agora começa a existir um relaxamento. Isso não pode acontecer. Em abril e maio, implementamos com sucesso uma série de protocolos. Mas já temos notícia de que muita gente acha que a pandemia acabou.”

Marici Santos, diretora de Instalações Existentes e Modernização da Atlas Schindler (empresa que fabrica, instala e realiza serviços de manutenção em elevadores) contou que:

No início da pandemia, o maior esforço foi o de comunicação. “Com medo do contágio, síndicos, porteiros e zeladores não deixavam nossos técnicos entrarem nos edifícios para realizar a manutenção. E tinha gente que ligava perguntando quantos minutos poderia ficar dentro de um elevador sem correr risco de pegar covid”, conta Marici.

Segundo ela, esse momento de desinformação ficou para trás. Agora, a empresa tem oferecido soluções para um novo normal dentro dos elevadores. Entre as novidades, Marici enumerou elevadores que fazem gerenciamento de tráfego. Ou seja, elevadores que só funcionam dentro do limite de usuários programados. Se a ocupação prevista é de 4 usuários, o equipamento não sai do chão se cinco pessoas estiverem ocupando-o.

Além disso, a empresa também investe em elevadores com botões que são acionados por aproximação e não necessitam do toque dos dedos. Outra solução, mais simples, é a utilização de capas plásticas no painel dos andares (que seriam de fácil limpeza). Por fim, elevadores acionados por cartões de acesso (tipo de cartão mais usado por funcionários e seguranças antes da pandemia) serão encontrados com mais facilidade. “Os elevadores devem atender os novos hábitos que vieram para ficar. Ou que devem demorar para sair da nossa rotina”, completou Marici.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Quarentena em casa: como a decoração pode ajudar?

Com a quarentena em casa, todos nós estamos vivendo dias atípicos. Para evitar a disseminação do novo coronavírus, as autoridades recomendam que todo mundo fique em casa.

Quem gosta de aproveitar a casa ao máximo provavelmente está lidando bem com situação, na medida do possível, claro.

Mas quem não gosta de ficar dentro da própria casa, quem acha que sua casa não está preparada para lhe acolher com conforto, quem acha que sua casa é feia… essas pessoas sim podem estar enfrentando dificuldades. E nessas questões, eu posso te ajudar através desse artigo.

Como a decoração da casa pode ajudar você na quarentena

A decoração de uma casa vai muito além da estética, ou seja, decorar não significa somente enfeitar. Decoração é muito mais do que aparência, e isso precisa ficar muito bem entendido. Sim, através da decoração, a gente deixa nossos ambientes mais bonitos, mas também é através da decoração que os ambientes se tornam mais práticos para o dia a dia, mais confortáveis e mais aconchegantes.

E nesse período de quarentena em casa que estamos vivenciando, é muito importante que a casa nos atenda bem. Além dos cuidados básicos de higiene e organização, ter uma casa prática e confortável pode amenizar esse tempo de reclusão. Você vai se sentir muito mais feliz dentro de casa e esse bem estar vai ser motivador para você enfrentar a situação com muito mais disposição.

Certo, você já entendeu que a decoração vai ser importante para você enfrentar o período de quarentena com mais qualidade de vida. Agora eu vou te dar algumas dicas de como deixar sua casa muito melhor e mais bonita, para você aproveitar essa reclusão forçada de uma maneira muito mais agradável.

7 dicas para deixar sua quarentena em casa mais agradável

Antes de mais nada: quando todo mundo fala para ficar dentro de casa, isso não significa que é para ficar trancafiada. Abrir as janelas e cortinas é fundamental para ventilar sua casa e deixar a luz entrar. Luz e ventilação naturais arejam e trazem vida para dentro de casa, e só isso já dá um ânimo muito melhor. Além disso, a troca do ar é importante para manter o interior da sua casa saudável e evitar doenças e alergias.

Dica 1: mude a posição dos móveis

Vamos para algumas dicas que podem deixar sua casa muito melhor. A primeira delas é com relação à posição dos móveis. Como é que tá a distribuição dos móveis nos seus ambientes? Quando você anda por eles, tem muita coisa no meio do caminho? Tem muito móvel colado um no outro? Sua mesa de jantar tem cadeira presa entre a mesa e a parede? Se você respondeu sim a qualquer uma dessas perguntas, é preciso fazer algumas mudanças. E essas mudanças podem ser bem simples; às vezes, só trocando a posição de um móvel, você já muda muito um ambiente.

Analise o que pode ser trocado de lugar nos seus ambientes para que os móveis não fiquem muito colados uns nos outros. Se tem cadeira presa na sua sala de jantar, veja se é possível afastar um pouquinho a mesa, mesmo que ninguém use aqueles lugares com frequência. Se trata de desafogar o espaço visualmente, e isso já vai trazer um benefício enorme, porque ele não vai mais parecer tão apertado.

Aproveite para olhar outros ambientes da sua casa e veja se dá para remanejar alguma coisa entre eles. Por exemplo, levar um móvel de uma sala para um quarto ou vice-versa. É uma mudança simples, mas que pode te dar resultados muito eficientes. E o melhor de tudo é que você vai ter uma decoração nova sem ter comprado absolutamente nada novo.

Dica 2: aproveite restos de tinta

Além da posição dos móveis, as cores presentes nos ambientes podem te dar sensações ruins que talvez você nem perceba. A falta de cores também. Se seu ambiente está excessivamente neutro, ou seja, se tudo tá muito bege, branco ou cinza, você provavelmente está sentindo necessidade de alguma coisa sem saber o que é exatamente. Essa é uma boa hora de usar aqueles restos de tinta guardados para trazer um pouco mais de vida para seus ambientes.

Experimente até misturar restos de tintas de cores diferentes pra criar novas cores. Se tiver pouca tinta, não tem problema, faça uma pintura de meia parede. Eu tenho um vídeo no meu canal mostrando várias maneiras criativas de se fazer esse tipo de pintura. Mesmo que seja em um pedacinho de uma parede, uma nova cor vai trazer uma sensação boa de renovação. Para ver as ideias, assista ao vídeo abaixo.

Se você sente dificuldade para combinar cores, esse momento de quarentena em casa é uma ótima oportunidade para você aprender mais sobre o assunto. Toque aqui para saber mais sobre o meu treinamento online Aprenda a Combinar Cores.

Dica 3: decoração afetiva para amenizar a quarentena

Uma dica importante para te ajudar a deixar o período de quarentena em casa mais agradável é sobre seus objetos decorativos. Eu sempre ensino nos meus cursos online que a decoração tem que nos proporcionar a melhor experiência possível. Uma forma excelente de fazer isso é deixando à vista aqueles objetos decorativos que te trazem boas recordações. São itens especiais que muitas vezes, ficam guardados ou escondidos. Esse tipo de coisa precisa ser apreciado, precisa ficar ao alcance dos olhos.

Então comece a procurar coisas especiais, presentes dados por pessoas queridas, itens que você trouxe de viagens… qualquer coisa que desperte em você boas lembranças, e coloque essas cosias em novos lugares, onde você consiga ver com facilidade. Isso é o que a gente chama de decoração afetiva, porque ela tem o poder de despertar sensações gostosas e você vai reviver bons momentos sempre que olhar pra esses objetos. Por isso, é importante que eles estejam em locais de fácil acesso.

Dica 4: dê mimos de presente para sua casa

Outra dica para fazer a decoração te deixar mais feliz nesse momento, claro, é comprar mimos para a casa. Muitas lojas físicas estão fechadas, mas o comércio online está a todo vapor. Vale a pena pesquisar por lojas online para comprar alguns mimos, nem precisa ser muita coisa não. É sempre gostoso ter uma novidade em casa e se esse item for algo que você tá namorando há muito tempo, melhor ainda. Agora é a hora de você contemplar sua casa ao máximo.

Dica 5: invista na aromaterapia

Quer ver mais uma coisa excelente que você pode fazer? Investir na aromaterapia. Não tem nada mais gostoso do que espalhar cheirinhos agradáveis pela casa. Já é comprovado cientificamente que certos aromas despertam sensações boas. Como a gente vai passar um bom tempo dentro de casa, essa é uma forma de tornar esse período muito mais agradável.

Algumas fragrâncias são ótimas para o quarto porque relaxam; a lavanda é uma delas. Espalhe aromatizadores pela casa e vá trocando as essências assim que elas forem perdendo o perfume. Velas aromáticas também são ótimas e ainda deixam um clima super aconchegante. É claro que todo cuidado é pouco, então cuidado ao acender velas, principalmente se você tiver crianças ou até mesmo animais domésticos. Só deixe velas acesas em locais que eles não possam alcançar.

Ainda na área da aromaterapia, uma solução que eu adoro é borrifar água de cheiro na roupa de cama e nos estofados. São produtos próprios para tecidos, que não mancham nem estragam as superfícies. Gosto de borrifar no sofá e nos lençois, mas se tiver alguém com rinite alérgica em casa, vá com calma porque esses perfumes podem piorar a alergia. De todo modo, é uma alternativa mais duradoura às velas e que deixam o ambiente muito mais agradável.

Dica 6: coloque uma manta no sofá

Independente se estiver quente ou frio na sua cidade, uma dica para deixar sua sala bem mais aconchegante é colocar uma manta no sofá. Existem vários tipos de mantas, inclusive para dias quentes, que são mantas mais fininhas e de trama mais aberta. As mantas funcionam como um acabamento na decoração do ambiente; é como se fosse uma jaqueta ou uma echarpe no seu look, sabe? É aquela peça que faz a diferença e complementa o que já foi feito.

Se você tiver mais de um sofá, eu recomendo duas possibilidades. Ou você usa duas mantas iguaizinhas, sendo uma em cada sofá, ou coloca só uma manta em apenas um sofá. Eu acho essa opção esteticamente mais interessante. Nunca coloque mais de uma manta no mesmo sofá, sempre uma só. Ah, e se você quiser aprender várias formas de usar manta no sofá, veja esse vídeo abaixo.

Dica 7: tenha sempre alguma novidade no ambiente

decoração da sua casa reflete muito no seu humor. Se seus ambientes são sem vida, você também vai agir de uma maneira apática, sem graça. Se seus ambientes são vistosos, bem decorados, você fica de bom humor, mais de bem com a vida. Leve essa como uma dica para a vida toda, talvez a mais importante de todas até agora. Observe os detalhes. Tem alguma coisa quebrada, velha, rasgada ou desbotada por aí? Troque por algo novo, até mais colorido, se possível.

Você vai ver como uma simples mudança acaba influenciando todo o contexto. E se você não gostar do resultado, tudo bem, basta trocar as coisas de lugar. O recado aqui é: mude alguma coisa no seu ambiente, por menor que essa mudança possa parecer para você. Ela vai fazer você perceber seu ambiente de um jeito novo, e isso vai te trazer mais satisfação. Agora é a hora de aproveitar sua casa ao máximo.

Se vamos ficar dentro dela por mais tempo que o previsto por causa da quarentena, então vamos fazer com que esse tempo seja muito mais agradável, gostoso e confortável. Se cuide e cuide da sua casa também.

E o mais importante: se puder, fique em casa! # Quarentena em casa.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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