Abralimp traz protocolos de limpeza para condomínios e suas áreas comuns

A Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional indica os procedimentos de limpeza e desinfecção adequados para garantir a proteção de moradores, funcionários e frequentadores

Visando auxiliar e padronizar os protocolos de limpeza em condomínios – residenciais e comerciais – que possuem mão de obra própria na limpeza, colaborando na diminuição do risco de disseminação do novo coronavírus, a Associação Brasileira do Mercado de Limpeza Profissional (Abralimp), desenvolveu o “Manual de Procedimentos de Limpeza durante a pandemia de Covid-19 para condomínios e suas áreas comuns”, que traz informações fundamentais a respeito de procedimentos de limpeza, equipamentos e produtos químicos indicados.

Como se trata de um vírus novo, ainda sem estudos comprovados que atestem seu comportamento, o conteúdo tem como finalidade apresentar medidas imediatas de prevenção e controle de transmissão. As orientações estão alinhadas com as diretrizes do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde (OMS), Associação Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e dos demais órgãos de saúde.

A Abralimp destaca que parte fundamental no processo emergencial da pandemia é o treinamento dos colaboradores. “É imprescindível a orientação constante de todos os profissionais para a prevenção da transmissão de agentes infecciosos”, aponta o Manual.

Recomendações

De acordo com o Manual da Abralimp, a limpeza deve seguir uma sequência padrão para manutenção do ambiente higienizado, empregando técnicas corretas, produtos e equipamentos adequados.

A principal orientação para conter a proliferação do vírus é aumentar a frequência do processo de higienização de superfícies, com máxima atenção às áreas onde ocorrem maior contato das pessoas, tais como: maçanetas; corrimão; barras de apoio; botões de elevadores; fechaduras; interruptores; aparelhos de telefone e interfone, entre outros.

Preparação para a limpeza

Antes de iniciar os processos, é necessário higienizar as mãos e colocar os Equipamentos de Proteção Individuais (EPI´s) necessários para a atividade.

Todos os materiais utilizados no procedimento devem ser preparados previamente, como a separação dos panos secos.

No caso dos produtos que serão utilizados para a limpeza, preparar o pulverizador com o produto químico e identificar o recipiente onde será colocado.

Preferencialmente, utilizar diferentes equipamentos, panos, esponjas e escovas para os processos de limpeza e desinfecção. Também devem ser utilizados equipamentos específicos para a limpeza dos mobiliários, pisos e sanitários.

Considerações para execução dos procedimentos

É de suma importância a utilização dos EPI´s, para garantir a proteção do colaborador.

A limpeza e a desinfecção devem acontecer em um único sentido, nunca em movimentos circulares ou de vai e vem para evitar espalhar a contaminação sobre a superfície.

Inicie a limpeza da área menos suja para a mais suja.

Iniciar o processo de limpeza e desinfecção sempre de cima para baixo.

Nunca misturar produtos químicos.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Os impactos de uma crise dentro das cidades (e nos condomínios)

Neste ano, fomos pegos de surpresa por um vírus que, apesar de silencioso, causou mudanças na sociedade, nas relações interpessoais e colocou em evidência a importância de alguns profissionais.

Desde o final de janeiro de 2020, quando o vírus começou a atingir o País, ele tem causado impactos também no quantidade de inovações e transformações na saúde pública, na economia e no cotidiano.

Ao contrário do que se pensa, as cidades e, por consequência, seus cidadãos, estão vulneráveis a instabilidades do mercado e até às crises, mesmo aquelas impulsionadas por um vírus. A Peste Bubônica, por exemplo, dizimou cidades na Europa durante a Idade Média e na Ásia até o início do século XX. A Gripe Espanhola de 1918 matou cerca de 50 milhões de pessoas em todo o mundo, inclusive o nosso presidente na época. Mesmo assim, faço um convite para avaliarmos como a sociedade se comporta após estes momentos conturbados.

Como na história, as cidades de todo mundo encontraram maneiras de se ajustar e passaram a prosperar nas inovações, afinal, elas se tornaram um diferencial de valor ainda maior para o meio corporativo. Durante a crise, vimos a tecnologia entrar para os setores mais arcaicos e tradicionais, modificando processos e acelerando a digitalização de serviços. A pandemia reafirmou a necessidade de mudança, da reestruturação da sociedade e do sistema produtivo. Nos condomínios, acontece da mesma forma, já que eles espelham o que é a sociedade do portão para fora.

O primeiro grande obstáculo dentro desses espaços é a superlotação. Com um número muito maior de pessoas dentro de casa (e dos condomínios), devido a adesão do regime home office durante a pandemia, as pessoas passaram a conhecer melhor seus vizinhos (e seus ruídos).

Com isso, os condomínios tiveram que se reconfigurar para manter a saúde dos condôminos e a boa convivência entre moradores. Estamos vivendo a maior parte do tempo em nossas casas e notamos que nosso lar não é só mais um lugar para onde voltamos depois de um dia corrido.

O êxodo das pessoas nas grandes cidades também teve um salto. Assistimos famílias inteiras indo para o interior, grandes empresas fechando escritórios e mudando suas principais filiais em operação. Faço um questionamento: se as crises desenvolvem e inovam uma sociedade inteira, seria essa uma exceção? Ou será que já estamos imersos em um processo de mudanças, dessas que ficarão para sempre?

Futuramente, veremos pessoas atraídas de volta às cidades devido à queda do preço das moradias e das consequências econômicas. Durante todo o período histórico é comum observar o êxodo nos centros urbanos conduzido por pandemias, epidemias, crises ou guerras. Mas depois, esses cidadãos retornam porque as metrópoles, por sua vez, reúnem oportunidades pessoais e profissionais muito mais atrativas. A urbanização sempre foi uma força maior do que uma doença infecciosa e apesar de instabilidades, o mercado imobiliário e de condomínios deverá alavancar.

Nas cidades, também notamos a mudança na saúde e na importância dos líderes de Estado. Nos condomínios, os síndicos foram os que receberam o cargo de protagonistas, com uma responsabilidade maior no gerenciamento de condomínio, com o poder de decisão sobre a flexibilização da quarentena, da utilização de espaços comuns, das normas internas de convivência e também, nas regras de prevenção do coronavírus.

As experiências sobre economia foram questionadas, dando espaço à esperança de uma solução mais solidária. Ter menos posses, alugar, emprestar e dividir mais. A própria economia compartilhada teve visibilidade envolvendo a tecnologia nas transições de serviços ou produtos peer to peer, ou seja, diretamente de uma pessoa para outra – que também surgiu em uma crise.

O momento que estamos atravessando é um dos maiores desafios desde a Segunda Guerra Mundial. Embora as crises sejam épocas densas dentro de uma sociedade, o que se pode levar como consequência positiva, sem se esquecer ou romantizar os prejuízos, são de fato as inovações.

Assim como em outros momentos em nossa história, essa pandemia deverá marcar uma inflexão de paradigmas, novos padrões e uma aceleração em tendências mais profundas e de longo prazo. O que resta para pensar e acalentar a nossa saúde mental é lembrar que as crises são alertas para se repensar todo planejamento urbano, econômico e social, são oportunidades de otimizar e qualificar cada passo e com esta pandemia não seria diferente.

Rafael Lauand – CEO da LAR app

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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Pandemia trouxe novos desafios: Condomínios e Home Office

É fato que a pandemia nos trouxe novos desafios, necessidade de adaptação e inovação.

A realidade de muitas empresas e trabalhadores mudou da noite para o dia e tivemos que nos reinventar, para continuar o trabalho que antes era executado em escritórios. Infelizmente, a grande maioria não estava preparada para isso. 

Quando se fala em home office (trabalho em casa), a primeira coisa que nos vem à cabeça é como conciliar a rotina do escritório em nossos lares. Nem sempre temos um local específico para reuniões, uma internet de altíssima velocidade, uma cadeira anatômica e confortável, um computador de alta potência, etc. Às vezes a própria rotina do lar pode atrapalhar a concentração e produtividade, pois temos que conviver com os demais moradores, filhos, esposas, maridos, pets, cada um com sua particularidade. 

São tantas adequações necessárias para manter a qualidade do serviço e bem-estar do trabalhador, que os condomínios também tiveram que se adaptar.

Temos um longo caminho a percorrer até encontrar o ponto de equilíbrio entre moradores residentes e os “moradores home office”, que precisam usar as áreas comuns para se adaptar a esta nova realidade, que, apesar de não ser tão nova, se intensificou abruptamente durante a pandemia. Realidade esta que não irá retroceder. 

Alguns administradores de condomínios já estão disponibilizando e transformando as áreas comuns, como salões de festas, salões de jogos, rooftops para esses trabalhadores utilizarem como espaços de coworking (trabalho compartilhado).

Mas não é só disponibilizar os espaços, eles devem ser preparados para atender à necessidade desses trabalhadores, começando por disponibilizar uma boa internet wi-fi, orientar sobre uso das proteções individuais como máscaras, uso do álcool em gel, levar sua própria água e/ou alimento, limpar sua cadeira e mesa antes e depois do uso, não compartilhar material de trabalho ou itens pessoais.

Talvez este modelo de trabalho se perpetue nos condomínios, mas se cada um fizer sua parte, moradores e administradores de condomínios, sem dúvida, ficarão satisfeitos com o resultado final.

Fonte: Portal Viva o Condomínio

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